Street Fighter II Victory

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  Street Fighter II Victory
 

Episódios:   29
Estilo:   Serie de TV
Gênero:   Ação/Aventura/Drama/Misterio
Tema:   Artes Marciais
Resolução:  720x480
Áudio:   Japonês
Legendas:  Português
Quantidade:   3 Discos
Opcional:  (3 Boxs c/ encartes)

Street Fighter, o jogo, nasceu pelas mãos da CAPCOM no ano de 1987. Não foi o primeiro jogo de luta a existir, mas seguindo uma tendência que crescia no mundo dos games, a CAPCOM desenvolveu o seu jogo de luta, se baseando em outros jogos que já haviam sido lançados até então. O primeiro Street era bem simples e inovador (tinham golpes especiais e um sistema de golpes que variava de acordo com a força que era pressionado os botões), porém não fez muito sucesso devido à dificuldade dos comandos para a execução dos golpes. Lançado primeiramente para os arcades (popularmente conhecidos como fliperamas) e logo depois para o console TurboGrafx-16 da empresa NEC Corporation, trazia o japonês Ryu como protagonista. A história do jogo era bem simples, um torneio de artes marciais ao redor do mundo onde Ryu enfrentava uma série de adversários, inclusive alguns que marcaram presença nos outros jogos da série, como os lutadores Ken Masters e Sagat. No jogo, somos apresentados aos famosos golpes de Ryu e Ken, que são o Hadouken (bola de fogo), Shoryuken (soco do dragão) e o Tatsumaki Senpukyaku (chute furacão).

Em 1991 a CAPCOM fez história e Street Fighter começou a se tornar um fenômeno mundial. Com o lançamento de Street Fighter II a empresa inovou nos jogos de lutas e criou um novo conceito, que são as lutas mano a mano. No enredo de SF II, M. Bison (Vega na versão japonesa) decide criar novamente o torneio Street Fighter para capturar poderosos lutadores e eliminar possíveis desafiantes para a sua organização Shadaloo (ou Shadowloo). O jogador podia selecionar um personagem e ir enfrentando um por um, os demais lutadores até enfrentar o chefão final, que era M. Bison.

SF II foi lançado para os arcades e logo depois para diversos consoles. No game, além de poder enfrentar apenas um personagem por vez, em lutas divididas por rounds, o jogo inovava na possibilidade de escolher entre outros personagens com estilos diferentes de luta. Isso dava a oportunidade dos jogadores criarem diferentes combos e golpes, sem contar a possibilidade de poder desafiar os amigos num contra.
Daí em diante, uma série de jogos e produtos relacionados à série SF foram lançados. Inclusive criando grandes crossovers entre os heróis da Marvel e lutadores de outras séries, como os personagens dos jogos da empresa de games SNK.

Após essa breve explicação sobre a origem de Street Fighter, vamos ao que interessa, que é o review da série animada.
Street Fighter II V estreou no Japão no ano de 1995, com 29 episódios de 30 minutos cada, e sendo exibida no canal Yomiuri TV nos meses de abril a novembro.
Muitas pessoas se enganam, mas a letra V no título não teve uma definição. Muitos definem a letra V como Versus ou Victory. Aqui no Brasil o V ficou como Victory mesmo. A série foi exibida pela emissora SBT também na década de 90, fazendo bastante sucesso por aqui. A série foi exibida diversas vezes e com todos os seus episódios. Mais tarde foi exibida também pelo canal a cabo Cartoon Network.
Street foi produzido pelo estúdio Group TAC, o mesmo de algumas séries conhecidas como Captain Tsubasa, Viewtiful Joe (que também é um jogo da CAPCOM) e os dois movies de Street Fighter (The Animated Movie e SF Alpha: The Movie).

O estúdio contratou nomes de peso para desenvolver o anime, como o diretor Gisaburo Sugi, que também participou do primeiro movie de SF. Shinichi Tohkairin foi responsável pelas cenas de luta no anime, roteirista e produtor, e também participou do primeiro longa. O produtor Kenichi Imai, que também produziu o filme live-action (aquela porcaria de filme feito pelos americanos com a participação de Jean Claude Van Danme e o falecido ator Raul Julia). Kenya Sawada, no anime foi o consultor de artes marciais. Na parte musical, ficaram responsáveis a dupla Chage & Aska.
A história do Street Fighter II V, apesar do nome da série, não tem nada haver com a história do segundo jogo da série. Cronologicamente, a história do anime se passa após o fim dos treinamentos de Ryu e Ken e antes dos acontecimentos da série de jogos Street Fighter Alpha (ou Zero na versão japonesa). Como nos games, SF tem dezenas de versões e variações no seu enredo, e vários acontecimentos das animações e das séries de games muitas vezes não se encaixam.
No anime, dois anos após o termino dos treinamentos, Ryu mora e continua praticando em uma pacífica ilha no Japão, até que um dia é convidado por seu antigo amigo de treinos, Ken Masters, a ir aos Estados Unidos. Chegando lá, Ken leva seu amigo para conhecer sua mansão, fazer um treino na academia e, depois, ir para uma noitada. Para testar as habilidades do amigo, Ken arruma uma confusão em um bar e faz com que Ryu entre na briga. Depois de surrarem alguns oficiais americanos, eles enfrentam o sargento Guile. Após levarem uma surra do mesmo, percebem que não são tão fortes como pensavam. Ken convence Ryu a viajarem juntos pelo o mundo em busca de novos desafios e oponentes mais fortes, a fim de melhorarem suas técnicas. Logo na primeira parada em Hong Kong, eles conhecem Chun Li, que passa a acompanhar a dupla em suas aventuras.
Diferente dos games, na animação temos uma visão bem diferente dos personagens. Ryu e Ken são os protagonistas da série, estão mais jovens, porém bem diferentes da versão do jogo Street Fighter Alpha. Isso se explica, porque o game é bem mais recente do que o anime, com isso os personagens ganharam visuais novos. Sem contar que a CAPCOM também nunca teve interesse de lançar nada relacionado a serie animada.
Entre os personagens conhecidos dos games e que aparecem no anime, nós temos: Ryu, Ken, Chun Li, Zangief, Dalshin, Guile, Balrog (boxeador), Vega (espanhol), Sagat e M. Bison (todos do game Street Fighter II), Fei Long e Cammy White (do game Super Street Fighter II) e Nash (Charlie na versão americana), amigo de Guile que, apesar de só aparecer no game Street Fighter Alpha (o qual segue uma linha temporal um pouco nova, portanto, sem muita ligação com o anime SFII V), era constantemente citado nos jogos lançados antes do anime. Isso explica também o fato de Nash ser bem diferente nas suas versões animada e na dos games. Outros personagens da série de jogos SF II, como Blanka e E. Honda (de SF II) e T. Hawk e Dee Jay (de SSF II) não aparecem na série.
Com exceção de Ken, Bison e Vega, os demais personagens não têm a mesma aparência dos jogos da série. Ryu, por exemplo, tem cabelos espetados e pele mais morena (a ausência da faixa na cabeça de Ryu, faz sentido pois, cronologicamente, ele só receberia a faixa de Ken na série Street Fighter Alpha, que se passa após as conclusões do anime). Chun Li não tem seus famosos coques de cabelo; Fei Long, que nos jogos se parece muito com o Bruce Lee (na verdade o personagem é uma homenagem ao Bruce), nem de longe lembra o ator chinês. Muitos fãs reclamam de Cammy ter aparecido mais velha do que Chun Li no anime (nos games, elas aparentam ter idades muito próximas). Os demais personagens também apresentam alguns detalhes bem diferentes de suas versões nos games.
Além da aparência, a versão animada de Street Fighter nos mostra um lado mais humano e, até então, desconhecido, dos personagens dos jogo. Ryu faz o tipo japonês faminto, não muito esperto, porém sempre de bom humor e dedicado aos treinamentos. Já Ken é um playboy ricaço que adora mulheres e motos. Chun Li é bem mais meiga e mostra uma queda pelo senhor Masters. Sagat vira amigo de Ryu (???), Dalshin é bem mais sério (e bem mais forte) em sua versão animada, não lembrando em nada o personagem caricato dos games.
O anime nos mostra também alguns fatos e personagens que não aparecem nos games, mas são citados nos mesmos, como, por exemplo o pai de Chun Li, Dorai (na dublagem brasileira, ficou como Dubal). O inspetor Dorai é responsável pelas apreensões de drogas e pela perseguição à Shadaloo, grupo terrorista liderado por M. Bison. Ryu e Ken descobrem a técnica do Hadou (ou Hadouko, não confundir com Hadouken). Através dessa técnica, conseguem tirar energia da natureza e (aí sim) produzirem o Hadouken e o Shoryuken. Por falar nos golpes especiais, para deleite dos fãs, todos os personagens dão uma palhinha dos seus golpes que são conhecidos nos games.

A decepção (para os fãs) fica por conta do Balrog, que no anime não luta e é um espião infiltrado na Interpol.

Em relação às lutas, o anime não decepciona. Os combates são incríveis e fica evidente a preocupação dos produtores com a física e os estilos de luta de cada personagem. Para aqueles que gostam de artes marciais, é muito bonito ver no anime as técnicas empregadas. Muay Thai, Caratê, Judô, Ninjitsu, Kung Fu, Luta Livre e Boxe estão presentes no anime e seguem a linha dos games (cada personagem com o seu estilo).
Na parte técnica, Street é um anime bem simples, com traços bem suaves e sem muitos efeitos especiais. Na parte musical, o anime é muito bom. Com ótimas músicas de abertura e encerramento, e boas trilhas durante as lutas e no decorrer dos episódios. Para um anime baseado em um game, e ainda mais um game de luta, até que Street tem um bom enredo, atraindo fãs e até pessoas que nunca se ligaram nos jogos da série. Não é preciso conhecer muito dos games de Street Fighter para poder entender o que se passa no anime.
Mas nem tudo são flores no anime. Os fãs que me perdoem, também sou fã da série (jogos e animes): Street é bom, mas tem seus defeitos. A começar pela perda de qualidade nos traços em algumas partes do anime (downgrades). É chato ver episódios com boa qualidade e outros com traços bem grotescos. O anime também sofre nos episódios finais com a quantidade enorme de resumos e flashbacks. Uma mesma cena, onde aparece a Chun Li e um outro personagem, é repetida praticamente em quase todos os últimos episódios. As lutas finais também acabam usando várias vezes os mesmos quadros (dá pra ver o Ryu aplicar a mesma cotovelada a cada cinco minutos). Isso acaba tirando um pouco a empolgação do anime, deixando-o repetitivo.

A série de tv animada de Street Fighter é boa e não decepciona. É claro que não é nenhum épico, mas para uma série baseada em um jogo de vídeo-game, acredito que está de bom tamanho. Convenhamos que existem muitas coisas que são baseadas em games e que deixaram muito a desejar. Porém, Street não teve esse problema. Para os fãs, acredito que a parte chata pode ter sido essa verdadeira salada que a CAPCOM fez em não organizar todo o enredo do universo de Street Fighter, e a ausência de um ou outro personagem na série.