Saint Seiya: Prólogo do Céu

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  Saint Seiya: Prólogo do Céu
 

Episódios:   1
Estilo:   Movie
Gênero:   Ação/Aventura/Ficção
Tema:   Guerreiros
Resolução:  720x480
Áudio:   Japonês/Português
Legendas:  Português
Quantidade:   1 Disco
Opcional:  (1 Box c/ encartes)

Eu consegui esse anime com um amigo meu (valeu, cara!) pouco tempo depois que o legendaram para português. Eu fiquei muito empolgado e no mesmo dia assisti. Agora chega de encher lingüiça e vamos para a resenha.

Seiya está em estado vegetativo devido ao golpe que levou de Hades na batalha final contra este deus, e Saori/Atena está cuidando dele. Aparecem então três guerreiros alados tentando matar Seiya, alegando que ele deveria ser punido por se revoltar contra os deuses. Atena os impede e, então, Ártemis, sua irmã mais velha, aparece e exige que ela lhe entregue o domínio sobre a Terra, alegando que Atena se corrompeu. Atena atende prontamente, com a condição de que os cavaleiros sejam poupados. Depois disso, os deuses decidem destruir a humanidade e Atena começa a derramar seu sangue para protegê-la. Então, os cavaleiros saem em seu auxílio.

Bom, eu acho que já contei até demais, portanto vamos à análise. O que primeiro chama a atenção nesse filme é a estupenda qualidade de imagem, superior até à da saga de Hades. A animação está excepcional e você verá cenas de luta impressionantes. O som está muito bom e as músicas, todas orquestradas, também são muito boas. A música do final, um j-rockzinho, também é muito boa.
Mas, apesar de tudo isso, o melhor do filme é a estória (difícil acreditar, se você levar em conta os outros filmes), que aborda a relação dos homens com os deuses, e a superação dos limites humanos por meio da força de vontade (já isso não é novidade...). Tenham em mente que esse filme é o começo da saga do Céu que o Masami Kurumada disse que AINDA vai escrever, isso depois que ele terminar o Episódio G, então acho que vamos ter que esperar muito até sair mais alguma coisa. Sem contar que a Toei ainda nem lançou a animação da fase Meikai (Inferno) da saga de Hades, que cronologicamente se passa antes desse filme. Portanto, a quem assistir, prepare-se para aquele gostinho de quero mais no fim do filme, pois o final é deixado em aberto.
Neste filme estão presentes Seiya, Shun, Hyoga, Shiryu e Ikki (não sabe quem são eles? Você é deste planeta?), assim como Saori, Marin, Shina e, de lambuja, ainda aparecem o Jabu e o Ichi. Os inimigos nesse filme são os anjos enviados por Ártemis. Eles são três: Teseus, Odisseus e Ikarus, sendo este último o único que tem uma história própria, e que envolve um dos personagens. Ikarus também deseja matar Seiya, pois acredita que vencendo aquele que derrotou deuses, ele também se tornará um deus. Ártemis é a deusa da Lua e, para falar a verdade, não faz muita coisa durante o filme, a não ser no final. Há também outro deus que só aparece no final, mas se eu contar estraga...
Bom, mas como nada é perfeito, este filme também tem os seus defeitos. E são defeitos já conhecidos quando se trata de Saint Seiya (só nos movies, OVA e anime, porque o mangá não tem estes defeitos). O primeiro é a puxação de saco do Seiya, que sempre tem que fazer algo especial e é sempre o que chega primeiro no "chefão", etc, etc (neste filme em particular, ele aparece muuuuito mais que os outros). Outro defeito é que os cavaleiros levam porrada até dizer chega para depois se recuperarem e derrotarem o inimigo com um golpe: o Shun e o Ikki, porém, não sofrem com este problema. Sem falar que as armaduras não servem para nada, quebrando rapidinho e deixando eles só com a roupa do corpo. E olha que eram as armaduras mais poderosas revividas com o sangue de Athena... Aliás, eu acho que a melhor proteção deles é aquela roupa que eles usam por baixo (devem ser que nem aquelas roupas dos super-sentai), menos no caso do exibicionista do Shiryu, que sempre fica sem camisa quando tira a armadura, só pra mostrar aquela tatuagem que ele tem nas costas. Sem contar que o Shiryu sempre fica sem armadura: é impressionante! Vale notar que o Shun e o Ikki também não sofrem com este problema das armaduras no filme. Também podemos encontrar os já tradicionais (quando se trata dos defensores de Athena) diálogos melosos e sentimentalismo exacerbado, mas, pelo menos neste filme, eles não choram como se no lugar de glândulas lacrimais tivessem duas torneiras. Ainda assim, não é nada que quebre muito o ritmo do filme.

Este filme está cheio de combates emocionantes, tem uma qualidade excepcional, um final meio enigmático e até um pouco de "fan-service"!!! Bom, não é bem "fan-service": é que, quando a Shina e a Marin aparecem, a "câmera" fica em ângulos de "moralidade duvidosa". Você também verá duas deusas bastante assanhadinhas... enfim, um prato cheio para todos os fãs de Cavaleiros ao redor do mundo.