Patlabor Movies

Patlabor Movies
R$8,00
Ver detalhes das parcelas
Digite aqui o seu CEP para calcular o frete:

  Patlabor Movies
 

Episódios:   3
Estilo:   Movie
Gênero:   Ação/Drama/Mistério/Ficção
Tema:   Mecha/Policial
Resolução:  720x480
Áudio:   Japonês
Legendas:  Português
Quantidade:   1 Disco
Opcional:  (1 Box c/ encartes)

Patlabor Movie 1 - A história deste primeiro longa-metragem do universo Patlabor se passa imediatamente após os fatos da primeira série de OVAs. Devido à necessidade urgente de novas terras para os japoneses, o "Babylon Project" continua a todo o vapor, com mais de 3000 Labors trabalhando incessantemente, de modo a acelerar cada vez mais o ritmo das obras. Sem os Labors, pode-se afirmar que o projeto seria absolutamente inviável.
Com mais Labors no mercado, aumentam os riscos de novos e mais violentos "Labor Crimes", e as coisas se tornam mais perigosas com o surgimento do Type-0, um novo modelo criado pelas indústrias Shinohara. O Type-0 possui um visual meio assustador e utiliza um novo sistema operacional que aumenta o desempenho dos Labors em 30%, ainda que a habilidade dos pilotos continue a fazer uma diferença e tanto na hora de entrar em ação.
Nossos velhos conhecidos Noa Izumi e Asuma Shinohara chegam à ARK, local de manutenção do Labors, para investigar se existe algo de errado por trás do projeto do Type-0. Isto porque um protótipo da empresa Shinohara chamado "Heavy Labor" escapou da base por alguma razão obscura e, após ser destruído por um pelotão de Labors, foi verificado que não possuía nenhum piloto em seu interior... e seu sistema operacional era o mesmo dos Type-0.
Labors enlouquecidos e sem pilotos causando destruição e pânico não é exatamente um cenário agradável de se imaginar, daí a razão para se investigar os Type-0 com máxima urgência, especialmente pelo risco nada desprezível deste problema afetar também os Patrol Labors. Mas com tanto dinheiro e interesses envolvidos, será que toda esta investigação chegará a algum lugar? Os interesses empresariais estariam acima de tudo, até mesmo da própria lei? E, em todo este processo, as vidas dos humanos seriam apenas "meros detalhes"?
Apesar de ainda manter o humor presente na série de OVAs, com direito aos ataques possessões de Isao Ohta e à fantástica presença de espírito do Capitão Gotoh, o tom geral deste longa-metragem é bem mais sério e viajante. A equipe por trás da produção é praticamente a mesma, e parece que, desta vez, mais à vontade com o material que tinha em mãos, Mamoru Oshii resolveu dar vazão às suas costumeiras divagações visuais, conseguindo dirigir esta obra de forma mais consistente e homogênea.
Os personagens continuam com o mesmo carisma, mas é meio triste perceber que a ótima dupla Isao Ohta e Miyakasu Shinshi fica meio esquecida na história, a qual é bem mais focada em Noa e Asuma. O relacionamento ambígüo entre Gotoh e a Capitão Nagumo ganha destaque, mostrando um misto de rivalidade e admiração entre dois profissionais tão eficientes e carismáticos. Até mesmo o mecânico Shige ganha um papel de destaque na história... Ohta e Shinshi mereciam melhor sorte, sem sombra de dúvidas.
Não dá para descrever o quanto este longa-metragem é superior tecnicamente quando comparado ao já excepcional trabalho realizado nos OVAs. Inacreditável é pouco para classificar a qualidade da animação e a perfeição dos desenhos mecânicos, especialmente por se tratar de um anime produzido em 1989, quase inteiramente à mão. É preciso tirar o chapéu para o Studio Deen, pois o trabalho de seus profissionais de animação ficou em pé de igualdade com muita coisa boa feita pelo estúdios Ghibli e Madhouse.
Mas de que adiantaria tamanho apuro técnico sem um conteúdo que valesse a pena? O enredo deste longa-metragem expande as interessantes idéias presentes nos OVAs e, por usar o humor de forma mais comedida, consegue passar o recado para o espectador de forma mais efetiva. A história por trás das Indústrias Shinohara reflete bem a situação atual do Japão, com mega-empresas que atuam em praticamente todos os campos da economia, e com uma grande preocupação em aumentar cada vez mais as exportações de todas as formas. E, mesmo sendo um anime da era "pré-internet", Patlabor Movie já antecipava os riscos do terrorismo cibernético, criticando a tendência cada vez mais difundida nos dias atuais de que "o passado não presta, o que interessa é o futuro". A experiência de vida dos idosos é considerada obsoleta quando comparada à energia e ao vigor dos jovens, e quanto mais tecnologia estiver à disposição, melhor. Mas toda esta evolução tecnológica é realmente necessária para a evolução da humanidade como um todo? Até que ponto a ânsia de ultrapassar limites tecnológicos não pode, ela mesma, estar passando dos limites?
Com um excelente final, tenso e sem rodeios, Patlabor Movie não comete os poucos erros presentes na primeira série de OVAs e, por isto, se torna uma obra mais completa como um todo. Mais um excelente anime desta franquia que, comendo pelas beiradas, tem grandes chances de se consolidar de vez como um clássico absoluto nos anos que virão.

Patlabor Movie 2 - Antes de ler esse review, saiba que aqui não haverá ”spoilers“ sobre o movie, porém, algumas informações aqui podem ter referências as séries de OVAs e a série de TV de Patlabor. Portanto, recomendo que assista primeiro essas séries ou leia os respectivos reviews para entender o que se passa nesse segundo movie e para evitar surpresas.
Após dois anos dos últimos acontecimentos da série de TV, o movie já começa com muita ação no que parece ser um prelúdio, com Labors de guerra trocando muitos tiros e mísseis. O ano é de 1999, estamos em algum lugar no sudeste da Ásia. Após um ataque às forças de paz da ONU composta por soldados japoneses, Yukihito Tsug, oficial das forças de defesa japonesa, é dado como desaparecido.
Três anos se passam, e nos encontramos em Tóquio no ano de 2002. O projeto Babylon já está concluído e, com isso, os japoneses possuem mais terras, os Labors já se espalharam por todo o país e se tornaram tão usuais como um carro. Com isso também, aumentaram os crimes com o uso de Labors, resultando num aumento no contingente de policiais com Labors. A 2a Seção foi ampliada e, com isso, novos recrutas passam a fazer parte do 1o e 2o Comando.
Ishume Noaki e Shinohara Asuma não trabalham mais para a polícia (!!!) e, sim, para a Shinohara Heavy Industries, testando novos Labors. Ota Isao (ou Fukuda Ohta) continua na polícia, mas agora na academia, treinando novos cadetes. Shinshi Mikiyasu foi promovido a chefe da inteligência da polícia e agora faz serviços burocráticos. Yamazaki e Shiba foram os únicos que continuaram fazendo o que faziam antes, que era basicamente a manutenção dos Labors da polícia. Kiichi Gotoh foi promovido a capitão, liderando agora os dois comandos, e Nagumo foi promovida a comandante e virou chefe de Gotoh.
Tudo corria bem até que ocorre um ataque terrorista com um míssil à ponte da Baía de Yokohama. Essa ameaça, que envolve caças dos Estados Unidos e do Japão, acaba gerando uma crise militar, deixando o Japão em estado de alerta para um possível novo ataque ou uma ameaça de entrar em guerra. Yukihito Tsug, o oficial japonês da ONU desaparecido, é o principal suspeito de encabeçar o ataque e de pertencer a um grupo terrorista. A 2a Seção é então chamada para supervisionar as bases japonesas onde ficam os caças e ajudar a manter a ordem. Paralelo a isso, Nogumo e Gotoh são acionados por Shigeki Arakawa, um suposto agente da Inteligência das Forças de Auto-Defesa Japonesa, o qual, conhecendo o excelente trabalho de ambos na área de investigação, pede ajuda para tentar deter Tsug e evitar novos ataques que possam prejudicar ainda mais a imagem do Japão perante o resto do mundo.
Ao contrário dos OVAs, da série de TV e do primeiro movie, Patlabor 2 tem um teor muito mais sério e mais dramático, com raríssimos momentos de humor (só o Ota mesmo para quebrar o gelo) e seguindo bem a linha de romance policial mesmo. Por outro lado, os momentos de ação, que eram poucos na serie, dão mais as caras nesse movie, criando um clima tenso de arrepiar em alguns momentos. Os Labors novamente quase não dão as caras e, até o final do movie, pouco produzem, o que é normal para a série Patlabor, pois os personagens ganham mais destaque do que os mechas.
A equipe de produção é a mesma das series de OVAs e do primeiro movie, com a direção de Mamoru Oshii, o mesmo diretor do primeiro movie clássico de Ghost in The Shell. Os produtores ousaram com novidades e seguindo um enredo bem diferente do que já havia sido visto na série Patlabor.
Os protagonistas agora são Nagumo e Gotoh e, infelizmente os outros personagens que eram destaques na série acabam virando meros coadjuvantes, fazendo pequenas pontas e só dando as caras mesmo no final do movie. Outros personagens, como Kanuka Clancy e Kumagami Takeo, não são sequer citadas no longa.
Em contraparte, Patlabor 2 tem um enredo empolgante, bem elaborado e que te prende do início ao fim com uma abordagem bem filosófica e política. Como já é natural fazer críticas à política japonesa na linha Patlabor, o segundo movie não fica atrás e faz duras críticas sobre a ”paz“ que o Japão conquistou, mesmo após a derrota na 2a Guerra Mundial. Questiona se a paz (*) e a estabilização econômica foram conquistadas ao preço da omissão do Japão de não participar de novas disputas. Enquanto o resto do mundo ia mal, se envolvendo em guerras e disputas, um Japão omisso se aproveitou para ganhar dinheiro e virar uma potência mundial. Sobram críticas até para os EUA, que não ”optaram“ pela paz e continuaram com suas guerras e disputas, ”empilhando os mortos“.
A parte técnica é outro grande ponto forte do movie. O anime procura representar fielmente aspectos físicos, ficando evidente a preocupação dos produtores com detalhes que parecem simples no nosso dia-a-dia mas que, certamente, devem ser muito difíceis de serem feitos na animação, tais como movimentos, iluminação, reflexos, vento, etc., deixando o anime muito mais natural e realista. Os personagens estão bem mais humanos e ganhando excelentes expressões e movimentos.
Resumo da ópera: Patlabor 2 é um excelente filme, com ótimo enredo e grande arte. O ponto fraco só fica mesmo por conta de mau aproveitamento dos outros personagens da série. É um pouco chato ver que personagens que cativaram na TV e nos OVAs não tiveram o merecido destaque dentro do que, na minha opinião, é a melhor parte de toda a série Patlabor, ficando a sensação de que ”perderam o melhor da festa“. Mas nem por isso o movie perde o seu brilho e, assim como o primeiro filme, tem tudo para virar um clássico.

Patlabor WXIII - Uma série de mortes estranhas e aparentemente sem ligação vêm acontecendo perto da Baía de Tóquio. A polícia local investiga duas possibilidades (acidente ou crime), sem muito sucesso. As mortes sucedem-se e levam a entender que algo muito maior está por trás disso. Dois oficiais, Kasumi e Hata, se interessam pelo caso e começam a investigar.
Sem muita noção do que estão procurando e completamente sem pistas, ambos começam a vasculhar todos os locais possíveis e imagináveis, sem sucesso. Um apagão nas instalações do porto acaba levando nossos dois companheiros até lá, por puro acaso mesmo, e cooperando com os guardas de segurança, andam pelas instalações, à procura da causa da queda da energia, mas acabam encontrando algo muito maior e assustador. Aqui, o mistério das mortes começa a ser desvendado.
Os personagens principais são marcantes. Temos o jovem oficial Shinichiro Hata, esforçado, mas sem muita experiência, dedicado, amistoso, é o típico iniciante que pretende fazer carreira, vive sozinho em um pequeno apartamento do subúrbio. Ele acaba se envolvendo com uma mulher, Saeko, aparentemente uma professora mas que, com o passar do tempo e das investigações, revela-se uma cientista, uma viúva que perdeu o marido num acidente e também a filha, vítima de câncer.
Kasumi, o oficial mais velho, ferido em combate, anda com ajuda de uma muleta. Frustrado por já estar com uma idade avançada, se diverte ouvindo sua coleção de discos de vinil. Possui uma visão bem à frente dos outros policiais... ele é o primeiro a perceber que os crimes estão todos interligados de alguma forma.
Lançado em 2002 pela Bandai Visual e Madhouse Production, Patlabor III é mais um exemplar desta série cultuada, que possui mais 2 filmes, 2 séries de OVA´s (6 e 16 episódios), além de 47 episódios criados para a TV. As séries de OVA´s e os filmes foram dirigidos por Oshii Mamoru (o mesmo de Ghost in the Shell e Jin-Roh... diga-se de passagem, duas obras-primas!).
Um "movie" excelente, com um final chocante, triste e inesperado. Feito para aqueles que apreciam animação de primeira. Patlabor III foi uma grata surpresa, com uma história que chama a atenção, uma trilha sonora tranqüila e design muito agradável. Em poucas palavras: um anime pra gente grande!!