Onegai Twins

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  Onegai Twins
 

Episódios:   12 + OVA
Estilo:   Serie de TV
Gênero:   Comedia/Drama/Romance/Ficção
Tema:   Aliens
Resolução:  720x480
Áudio:   Japonês
Legendas:  Português
Quantidade:   1 Disco
Opcional:  (1 Box c/ encartes)

Mizuho Sensei. Quando o assunto é o personagem feminino que mais arranca suspiros do público masculino, não há outro nome. Longe de mim menosprezar as inúmeras outras belas do mundo do anime, como Misato Katsuragi, Faye Valentine e Naru Narusegawa, para mencionar apenas algumas, mas a doce professorinha não tem concorrentes.

A verdade é que a legião de fãs de Mizuho teve muito pouco naqueles 13 episódios e OVA, então a Bandai Visual, em parceria com a Genco e Studio Orphee, resolveu presenteá-los com mais alguns momentos em sua companhia. Mas apenas alguns poucos. A história de Onegai Twins pouca relação tem com sua predecessora, e os personagens de Onegai Teacher se limitam a efêmeras aparições na nova série.
Mas como seria possível superar uma história tão original quanto a de um ser metafísico com características humanas femininas - em Onegai Teacher foi um alienígena, mas já vimos outros casos em que anjos, "cyborgs", deuses, "video girls" e toda uma sorte de gente louca já deram as caras - que aparece sem qualquer razão convincente e realiza todos os sonhos de um adolescente impopular com as garotas? Com gêmeas! Sim, "the ultimate male´s sexual fantasy". Adicione um sem-número de clichês e pronto, uma série à altura da original.
Brincadeiras à parte (sério, continuem lendo, Onegai Twins não é essa porcaria que pode estar parecendo), há, de fato, um exagero nos clichês. Primeiramente, esse fetiche japonês com adolescentes de 15, 16 anos que, ou moram sozinhos, ou têm seus pais viajando constantemente. Geralmente são calados e pouco populares, até que alguma coisa extraordinária acontece e pronto, chovem garotas em suas hortas. É nessas horas que ter uma casa vazia lhes vem a calhar. Sobram também aquelas incríveis, mas incríveis mesmo, coincidências espalhadas por todos os 12 episódios e OVA de Onegai Twins.
Infelizmente, não pára por aí. Dramas mal contados e, por vezes, inexplicáveis, descabidos e desproporcionais, fecham a tríade de clichês aqui presentes. Para ilustrar esse último exemplo, atentem à relação e ao drama que envolve os personagens Matagu Shidou e Tsubaki Oribe. Acho que ridículo, descabido, absurdo e infame não sumarizam quão ultrajante é o drama ali (mal) criado.
Antes que os fãs da série encham o "guestbook" com gentilezas direcionadas à minha pessoa, falemos das coisas boas deste anime, que não são poucas. Afinal, clichês como esses são inerentes a esse gênero de anime, não merecendo, portanto, serem condenados exclusivamente por conta disso. Não há sentido em assistir a Onegai Twins com os mesmos olhos que se assiste a Evangelion ou Boogiepop Phantom, por exemplo. E, além do mais, não sei como é ser um colegial no Japão contemporâneo. Talvez o que aqui chamamos de clichê seja normal entre eles... hahaha, claro, claro.
A animação é nota 10. Irrepreensível. O traço é muito bonito, os personagens e cenários muito detalhados. O som também não deixa nada a desejar, com uma OST muito calma e agradável. Nos quesitos técnicos, fica acima de Onegai Teacher, mas por pouca coisa, já que a diferença entre as séries é de apenas um ano (2002-2003). A história, clichês à parte, é sensivelmente melhor que as infames aventuras de Mizuho Kazami e Kei Kusanagi.
Destaca-se também um viés cômico em alguns momentos, por meio dos conhecidos "gags" e situações embaraçosas, sempre recorrendo a apelos sexuais, como se pode notar nas imagens. Vale ressaltar também o bom ritmo e boa fluência do anime. Não se trata de nada extremamente sofisticado, é bem leve e simples, não requer muito do intelecto, é só sentar e assistir, bom para dar uma relaxada. Felizmente, não se torna entediante ou cansativo com o decorrer dos episódios. O desenvolvimento dos personagens é bem regular, o que sinceramente não faz a menor diferença, uma vez que, além de superficiais e pouco convincentes, bem como os de Onegai Teacher, nenhum deles tem o carisma da professorinha, que mal dá o ar de sua graça.
Caros leitores que até aqui chegaram, convido-os a nos focarmos um pouco na história agora. Maiku Kamishiro é um típico adolescente japonês. Sim, típico. Não tem amigos, não tem pais, não conversa com ninguém, mora sozinho numa bela casa que sustenta às custas de seu trabalho de programador (já mencionei a idade dele, né?), atrai pretendentes de ambos os sexos...essas coisas super normais. Do nada, surgem em sua vida duas lindas garotas, Karen Onodera e Miina Miyafuji, ambas dizendo serem suas irmãs gêmeas. Detalhe: a foto que os três carregam só mostra Maiku e mais uma criança. Quem seria a irmã? Quem seria a estranha? Ignorando completamente a existência de exames de DNA, eles seguem vivendo juntos num estranho tipo de triângulo amoroso, apesar de saberem que um possível incesto é provável. Oras, "let´s gamble"! A partir daí, os fatos vão se desenrolando bem à maneira de Onegai Teacher.

Falemos então do final...ah, o final. Não posso descrevê-lo como sendo ruim. Aconteceu o que, de fato, era o mais provável. Mas foi um anticlímax sem tamanho para o público masculino. O mais triste é saber que a equipe de produção era em sua grande maioria composta por homens. Por quê? Por quê? Bom, foi o mais sensato. É um anime claramente direcionado ao público feminino. E também, vai saber quantos levantes de feministas inflamadas poderiam estourar nas ruas de Tóquio no caso do final que tínhamos em mente.