Code Geass

Code Geass - comprar online
R$14,00
2x de R$7,00 sem juros
Ver detalhes das parcelas
Digite aqui o seu CEP para calcular o frete:

  Code Geass
 

Episódios:   25
Estilo:   Serie de TV
Gênero:   Ação/Ficção/Drama/Psicho
Tema:   Mecha/Militar
Resolução:  720x480
Áudio:   Japonês
Legendas:  Português
Quantidade:   2 Discos
Opcional:  (1 Box c/ encarte)

Code Geass é um projeto que já nasceu mirado com avidez pelos fãs. Concebido pela Sunrise, dirigido por uma equipe gabaritada, com character design do estúdio Clamp e uma proposta inusitada. Realmente não tinha muito como dar errado.
A história ocorre a partir do ano de 2010. Na pífia introdução da série (os primeiros 2 min de Code Geass quase me fazem desistir) vemos Britania, um império colonialista, tomar conta do Japão por meio da força, usando mechas de nome Nightmare Frames, arma para o qual o Japão não estava preparado. Vencidos, os japoneses são designados "11", uma nova área sob controle de Britania. Ao mesmo tempo, somos apresentados a Lelouch Lamperouge e Suzaku Kururugi, ainda duas crianças. O primeiro jura destruir Britania a qualquer custo.
O episódio inicial já é o suficiente para saber a que veio a série. Lelouch, já com 17 anos, ajuda duas pessoas acidentadas, acaba se envolvendo com elas e, consequentemente, é acusado de terrorismo. Os dois terroristas carregavam uma arma roubada de Britania que sequer sabiam para que servia. Logo mais, Suzaku, agora soldado sob o comando de Britania, surge para auxiliar Lelouch e acaba alvejado. Os soldados de Britania, contando também com japoneses, atacam os terroristas nos guetos onde vivem os "11" (que foram excluídos da sociedade e do poder político que se instaurou, muitos se tornando apoiadores das células revolucionárias), exterminando qualquer um que se interponha, a fim de recuperar a arma roubada. Lelouch, se refugiando nesses guetos e prestes a morrer, já ciente que a ”arma“ era, na verdade, uma garota, vê esta lhe conceder um poder aparentemente absoluto: a capacidade de controlar a mente de qualquer um, bastando para isso olhar diretamente para a vítima. O nome desse poder é "geass", e já em sua primeira oportunidade, Lelouch promove um banho de sangue ao ordenar que um batalhão de soldados se suicide.
Qualquer semelhança entre Code Geass e Death Note não é mera coincidência. Lelouch está para Light Yagami como Suzaku está para L. Mas existem peculiaridades que devem ser frisadas. Lelouch (e a série inteira, consequentemente) tem um desenvolvimento muito mais ambíguo e incerto que o de Light. E Suzaku, ao tentar transformar Britania de ”dentro para fora“, é um idealista ferrenho, diferente do estilo pé no chão de L. Code Geass, no entanto, é um dos primeiros subprodutos da ”era“ Death Note, onde impera a inversão de valores e o herói protagonista é, para todos os efeitos, o vilão da história. Aqui essa certeza demora, mas inexoravelmente ocorre.
O roteiro da série contém algumas falhas, detalhes bestas, mas que seriam fáceis de corrigir. O tempo no qual se passa a história e a organização dos blocos de países torna a suspensão da descrença um tanto quanto difícil (temos um bloco político chinês e outro americano, além do bretão), ainda que existam paralelos possíveis no mundo real. Mas a maior falha de todas e que custa uma penalização na nota do anime é com certeza a peripécia, recurso aristotélico usado nas tragédias gregas, e que é explorado nos episódios finais da série para justificar o desencadeamento dos processos expostos. O diálogo no qual se deu a coisa foi visivelmente forçado, sem qualquer paralelo na série, ainda mais para uma das personagens envolvida. O que salva um pouco a cena é um velho e batido clichê, apesar de verdadeiro: ”errar é humano“
No aspecto narrativo, Code Geass é um triunfo. Cortes rápidos e desenvoltura, ritmo frenético, tudo sempre em movimento. Nada contra uma direção narrativa contemplativa, mas assistir uma série densa de roteiro e com ação non-stop é agradável ”pra caramba“, ao menos quando a coisa é bem feita. O cast de personagens e o character design são ricos e coloridos, as tramas paralelas são bem engendradas e poucos personagens ficaram subaproveitados (mas esse "poucos" também é motivo de penalização).
Tecnicamente, para aqueles não afeitos a séries violentas, saiba que o tipo de violência em Code Geass não deve muito àquela apresentada em Berserk, Elfen Lied e Now and Then, Here and There. É tanto gráfica quanto psicológica. Apesar de sustentar um clima de shounen padrão pela maior parte do tempo, os episódios finais são prova cabal do expresso acima. No mais, a parte técnica é irrepreensível.
Preciso confessar, na finalização, que se fosse levar em consideração os episódios finais e como eles afetam o conjunto, a nota seria bem mais baixa. Entretanto, muito disso seria porque desgosto bastante do padrão Death Note, e tal não é razão boa o bastante para detratar o conjunto de uma obra, já que é uma opinião mais relacionada à ética do que ao que é artístico. Além disso a série ainda não findou, uma nova temporada, que pode mudar o rumo de tudo, está sendo produzida e estréia no Japão em Outubro. Aguardo com ansiedade.