Bucky (Jibaku-kun)

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  Bucky (Jibaku-kun)
 

Episódios:   26
Estilo:   Serie de TV
Gênero:   Ação/Aventura/Espiritos
Tema:   Luta
Resolução:  720x480
Áudio:   Japonês
Legendas:  Português
Quantidade:   2 Discos
Opcional:  (1 Box c/ encarte)

Bucky (no Japão, Jibaku-Kun, e nos EUA, Bucky The Incredible Kid) é uma série esquisitona que chegou até a passar na TV aberta, pela Band. É criação de Ami Shibata e possui, além do anime, um mangá com seis edições no qual o anime se baseia. O mundo de Bucky (chamado de Mundo 12) tem o formato de um relógio se olhado de cima (com números e tudo), com a Torre Pontiaguda no meio, lugar onde o tempo não passa.
O anime é muito esquisito em tudo. A história começa quando Bucky, uma criança megalomaníaca que quer governar o mundo, é escolhida por Spaak para ser seu substituto como Grande Criança. Grandes Crianças são heróis do povo, normalmente escolhidas através de teste. A mais forte delas era Spaak. Elas ganham um companheiro, um Espírito, que são bolinhas cor de rosa que explodem quando abrem as mãos. O de Bucky é chamado muito apropriadamente de Esquisito. Cada Espírito é diferente do outro, através de detalhes como cabelo, tapa-olho, batom, etc. Para ser reconhecido como Grande Criança, a criança em questão tem de viajar até a Torre Pontiaguda, pelo sentido horário (a GC do Mundo 11 só tem que andar uma ”casa“? Sacanagem com o Bucky!), onde ganha sua especialização.
No caminho, Bucky enfrenta muitos inimigos, sejam outras GC, sejam Monstros Encrenqueiros, os quais são monstros alterados por um veneno que os deixa mais fortes e maus. Ele também ganha aliados, sendo os principais um Monstro-Guia (monstro que ajuda a GC a se deslocar, o de Bucky é uma galinha gorda que quanto mais come, mais cresce), além de Pinky e Kai, Grandes Crianças que o acompanham. Personagens secundários aparecem aos montes na série. Seu grande inimigo é Slash, criador do Veneno do Despertar. Há muito homossexualismo no desenho, além de uma espécie de Grande Criança travesti, o que eu acho bom, pois ajuda a quebrar tabus. O roteiro é muito esquisito e ilógico mesmo, mas para gostar deste anime o cérebro tem que estar meio desligado.
No quesito técnico, Bucky é amado por uns e odiado por outros. O traço é sujo e os personagens são normalmente feios, muito feios. Os espíritos que o digam. São pequenos monstrinhos horrorosos. A exceção são Spaak e Slash, ambos com um traço e um estilo de luta muito bonitos e estilosos. Mas a mesma estranheza pode ser considerado um ponto forte, pois isto acaba dando um estilo próprio a Bucky que o diferencia do padrão de traço de animes. As cenas são fluidas, e as lutas são interessantes, variadas e freqüentes. A parte sonora é bem feita, mas sem nenhum grande destaque. A dublagem brasileira foi bem feita, e creio eu que não houve muitos cortes ou alterações no roteiro, já que detalhes comumente censuráveis em um desenho, como o homossexualismo e a violência, foram mantidos.
Bucky não é uma série comum, e esta originalidade é sua grande vantagem. Não é nem de longe recomendado para pessoas que querem algo sério, inovador e complexo. É apenas diversão sem noção e descompromissada. Vale a pena para quem quer fugir um pouco do padrão de animes no mercado ou só relaxar um pouco..