Ayakashi Japanese Classic Horror

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  Ayakashi Japanese Classic Horror
 

Episódios:   11
Estilo:   Serie de TV
Gênero:   Fantasia/Horror/Sobrenatural
Tema:   Historico
Resolução:  720x480
Áudio:   Japonês
Legendas:  Português
Quantidade:   1 Disco
Opcional:  (1 Box c/ encarte)

Ayakashi - Japanese Classic Horror reúne três contos do terror clássico japonês, como pode-se deduzir pelo título. Cada um tem seu diretor e designer de personagens, possuindo estilos completamente diferentes. O único vínculo entre eles é a (excelente) trilha sonora; porém, apesar de serem as mesmas músicas, cada conto as utiliza de forma distinta.

Yotsuya Kaidan
Yotsuya Kaidan abrange os quatro primeiros episódios da série. É baseado na "Tôkaidô Yotsuya Kaidan", peça de kabuki (um dos estilos clássicos do teatro japonês) escrita por Tsuruya Nanboku no início do século XIX.
No anime, o próprio Nanboku é o narrador. O enredo é centrado no casal Oiwa e Iemon, e o que dá início à tragédia é a oposição do pai de Oiwa ao casamento. Iemon acaba assassinando o pobre velho e, quando Oiwa encontra o corpo, ele diz que foi obra de ladrões. Iemon jura ajudar sua esposa a vingar a morte do pai, e os dois passam a viver juntos.
Uma série de eventos acaba fazendo com que Iemon traia Oiwa e a leve à morte. Porém, o espírito da mulher, tomado de rancor e ódio, amaldiçoa Iemon e todos aqueles responsáveis, direta ou indiretamente, por seu sofrimento. Enquanto o fictício Tsuruya Nanboku narra, ele também vai explicando as influências de sua peça na sociedade e nele mesmo.
Dentre os contos de Ayakashi, Yotsuya Kaidan é aquele mais próximo ao terror tradicional. A maioria dos ambientes são escuros e acinzentados, muitas cenas apresentam sangue, e há até alguns sustos aqui e ali - tudo muito bem construído, e aliado ao desenho de personagens interessante e peculiar de Yoshitaka Amano.
A animação desse primeiro conto, em alguns momentos, deixa um pouco a desejar. Em compensação, a trilha sonora (excelente, faço questão de repetir) foi muito bem utilizada. Porém, o que mais chamou atenção foi o final - não a conclusão do conto em si, mas o mini-documentário sobre a própria Yotsuya Kaidan, uma das estórias de terror mais populares do Japão. Não irei falar mais: só assistindo para entender. ^__^

Tenshu Monogatari
Tenshu Monogatari corresponde aos episódios 5 a 8 da série, e também é baseado em uma peça de kabuki. Tomi Hime é uma deusa - na verdade, uma ”deusa esquecida“ (wasuregami), que vive em um palácio com suas companheiras. As wasuregamis alimentam-se de humanos e, por isso, são chamadas de demônios e o local onde vivem é temido.
Um dia, Tomi Hime encontra Zushonosuke, um homem, e eles acabam apaixonando-se. O problema é que, quando uma wasuregami se envolve com humanos, ela começa a perder suas características divinas - a imortalidade e os poderes - tornando-se cada vez mais semelhante a um humano. Não sendo o suficiente, Tomi Hime é a princesa do tal castelo e, sem ela, suas companheiras também deixariam de ser deusas. E assim começa o dilema do casal.
O principal erro de Tenshu Monogatari é estar no anime errado. Trata-se de uma estória de amor proibido com uma única (e péssima) cena de terror que ocupa cinco minutos do primeiro episódio, e não assusta nem ao priminho de dez anos. Há, também, uma ou duas passagens no resto do anime que tentam ser de terror, mas não provocam efeito nenhum no espectador (nem no priminho).
Além disso, este é o único conto da série que tem o visual de um anime qualquer. Em contraste com Yotsuya Kaidan e Bakeneko, o desenho de personagens de Tenshu Monogatari é mais parecido com o padrão de animes, e os cenários, também.
Defeitos à parte, o roteiro flui bem. O romance e o drama são bem desenvolvidos, e o final é belo e emocionante. Quem resolver assistir a Ayakashi apenas pelo terror pode até dispensar Tenshu Monogatari; porém, como conto de amor, ele é uma ótima pedida.

Bakeneko
Ayakashi guardou o melhor para o fim, e Bakeneko vai surpreender os espectadores nos três últimos episódios do anime. Dessa vez, a inspiração não vem do kabuki, e sim de uma figura do folclore japonês: o gato monstro.
Pouco antes de uma cerimônia de casamento, a noiva, subitamente, cai morta no chão. Sua família se desespera, pois o casamento iria livrá-los de uma grande dívida. Em meio ao pânico, surge a estranha figura de um vendedor de remédios (Kusuriuri, no original). Ele diz ser capaz de exorcizar o mononoke (demônio) que, de acordo com ele, é o autor do assassinato.
No entanto, para fazer isso, o tal Kusuriuri precisa obter certas informações da criatura, incluindo o motivo que a levou a cometer o crime. Assim, os sombrios segredos da família vão sendo revelados, enquanto o mononoke ameaça suas vidas cada vez mais.
Se já não bastasse fazer o melhor uso da trilha sonora e possuir o roteiro mais interessante dos três contos, Bakeneko também apresenta, de longe, o visual mais surpreendente: é um ukiyo-e (estilo japonês de pintura em madeira) levado à vida. O efeito foi criado unindo cenários belíssimos a um desenho de personagens único e, para finalizar, aplicando um filtro para dar o efeito da madeira.
Bakeneko retoma o terror esquecido por Tenshu Monogatari, mas o aborda de forma bastante diferente de Yotsuya Kaidan - afinal, com as cores vibrantes dos cenários e as caras até meio cômicas das personagens, não se pode criar aquele clima tradicional de terror. Bakeneko não assusta, mas mantém o espectador grudado na cadeira, boquiaberto e de olhos arregalados - seja devido ao suspense, seja devido à animação surreal... Ou seja devido à genialidade do conto como um todo.

Ayakashi - Japanese Classic Horror é inesquecível, obrigatório não só aos fãs de estórias de terror mas também a todo espectador que aprecie um bom anime. E, melhor, os menos corajosos não precisam se preocupar: Ayakashi não traz pesadelos a ninguém!

OBS: O último conto, Bakeneko, ganhou uma continuação em 2007: Mononoke, de 12 episódios.